Exportações atingem US$ 52,7 Bi: qualidade começa no solo

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram marca recorde de US$ 52,7 bilhões entre janeiro e abril de 2025 – crescimento de 1,4% sobre 2024. O setor respondeu por 49,2% de todas as vendas externas brasileiras, consolidando seu papel estratégico na economia.
Abril sozinho movimentou US$ 15,03 bilhões, com destaques impressionantes:
Café verde: US$ 1,25 bilhão (+36,3%) – maior valor já registrado para abril na história. Valorização internacional premiou a qualidade brasileira.
Carne bovina in natura: US$ 1,22 bilhão (+29,1% em valor, +16,3% em volume) – recordes simultâneos em quantidade e faturamento.
Soja em grãos: 15,27 milhões ton – segundo maior volume histórico para abril, mesmo com preços internacionais em queda.
Diversificação Estratégica
O governo federal implementou estratégia de diversificação que está funcionando. Produtos de maior valor agregado bateram recordes:
Óleo de milho: US$ 55,3 milhões (maior valor histórico) Madeira compensada: 145,5 mil ton (recorde de volume) Miudezas de carne bovina: 21,3 mil ton (novos mercados Ásia + Marrocos) Sebo bovino: 35,6 mil ton Bovinos vivos para reprodução: US$ 61,8 milhões (valor recorde, destino Turquia)
Solo Saudável: Fundamento da Qualidade Exportadora
Os mercados internacionais, especialmente a União Europeia (US$ 2,2 bilhões em abril), têm normas sanitárias e de qualidade extremamente rigorosas. O Acordo Mercosul-UE, fechado em dezembro/2024, manteve intocáveis essas exigências – e o Brasil está cumprindo todas.
A qualidade exportadora começa no solo:
Cafés especiais: Exigem pH 6,0-6,5 para desenvolvimento de compostos aromáticos e menor adstringência. Solo corrigido = café de classificação superior = prêmio de preço.
Carne bovina premium: Boi terminado em pasto bem manejado, com solo equilibrado em cálcio e magnésio, produz carne com marmoreio adequado e menor presença de metais pesados.
Soja com alto teor proteico: pH adequado + disponibilidade de enxofre e molibdênio = soja com 38-40% proteína, que recebe prêmio no mercado asiático.
Grãos livres de micotoxinas: Solo equilibrado = plantas saudáveis = menor incidência de fungos = grãos com padrão de qualidade europeu.
Valor Agregado Depende de Matéria-Prima Superior
A estratégia de agregar valor (café solúvel, óleo essencial de laranja, produtos processados) só funciona com matéria-prima de qualidade internacional desde a origem. É impossível produzir óleo essencial premium de laranjas cultivadas em solo ácido e desequilibrado.
A correção do solo com calcário dolomítico não é apenas para aumentar produtividade – é para atingir o padrão de qualidade que os mercados mais exigentes do mundo demandam. Um grão de soja produzido em solo pH 6,5 tem: maior concentração de óleos essenciais, menor absorção de metais pesados, melhor integridade celular, superior conservação pós-colheita.
Competitividade Global
China: US$ 5,5 bilhões em abril (principal destino, 75,9% em soja) União Europeia: US$ 2,2 bilhões (produtos de alto valor agregado) Estados Unidos: crescimento mesmo com tarifas de importação Oriente Médio e Sudeste Asiático: expansão acelerada
O ministro Carlos Fávaro resumiu: “Estamos promovendo o crescimento do agro com responsabilidade, sustentabilidade e com os olhos voltados para novos mercados e produtos com maior valor agregado.”